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A polêmica do serviço público

Written By Ana Claudia Gomes on domingo, 30 de dezembro de 2018 | 08:58

Está um momento difícil para o serviço público efetivo no Estado brasileiro. Há uma narrativa nacional segundo a qual o pessoal efetivo emperra o Estado, além de produzir pouco.
O papel do serviço público efetivo é o de conduzir a cultura estatal da comunidade através dos sucessivos mandatos ordenados pelo Povo.
Às vezes, os servidores públicos são conservadores, resistindo a tendências que consideram equivocadas. Às vezes são avant garde porque não têm medo de serem mandados embora. E muitas vezes produzem pouco, no sentido capitalista da palavra, pois veem as gavetas serem esvaziadas e novamente enchidas de novos vazios a cada eleição.
Claro, não é que os servidores públicos sejam avessos à democracia. É que eles sabem a diferença entre Estado e Governo.
Nesse sentido, o Povo brasileiro não devia abrir mão de concursos públicos em todas as suas instâncias, mesmo durante as ondas privatistas.
Faço uma analogia com outro tema nacional, o da corrupção, para defender meus argumentos. Os políticos são os profissionais que conduzem o Governo no Estado brasileiro. Eles recebem altos salários e subsídios para figurar bem na função, porque estão no topo da carreira.
Acontece que as rubricas do orçamento nacional não permitem descrever o dinheiro necessário à manutenção do poder. Então, todo o dinheiro que atribuímos à corrupção é o que tem pago a nossa escolha por delegar o poder político a representantes.
A sociedade brasileira não pode prescindir da categoria profissional dos políticos porque não dá para sentarmos todos nas praças e discutirmos como vai ser o rótulo dos remédios. 
E também não pode prescindir dos servidores públicos porque eles detêm saber sobre o que, no Estado, atravessa o Governo.

Imagem: http://3.bp.blogspot.com/-5R9fl4Y_hoc/T33qpZ71MeI/AAAAAAAACvQ/Ut1idbc1Xmg/s1600/images.jpg Acesso em 30/12/18.

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